15 de dez. de 2011

Racistas não conhecem História


Semana passada mais uma estudante do Sul do país usou o Twitter para destilar seu ódio e preconceito contra os nordestinos.

Entre adjetivos que não valem a pena aqui ser reproduzidos, a jovem, de 18 anos, escreveu no microblog que o povo dessa região, “que planta cana para comprar arroz, merece ir para uma câmara de gás”.

Como bem definiu Fábio de Oliveira Ribeiro, em artigo que pode ser lido aqui, o problema dos racistas e aspirantes a neonazistas do Sul/Sudeste é que eles não conhecem História. Defendem a hegemonia ariana, de descendência europeia, de “sangue azul”, mas não sabem que seus avós eram os nordestinos da Europa. Que emigraram para o Brasil em busca de oportunidades, já que lá viviam sem perspectivas.

Perambulando como pobres camponeses, eram considerados excedente populacional, indesejados pela elite europeia. Portanto, não pertenciam à nobreza.

Quando estes chegaram ao Brasil, à época do Império, o Sul e o Sudeste eram províncias desabitadas. Foram povoadas somente após a chegada desses emigrantes fugidos da Europa.

Ainda nesse período, a elite brasileira (brancos e escravocratas) era racista e queria branquear a população a qualquer custo. Nem que fosse importando o lixo populacional europeu.

Além de responderem por crime de racismo e xenofobia, responsáveis por tais atos deveriam também ser obrigados pela Justiça a frequentar aulas de História e a explicar essa parte da disciplina em trabalhos comunitários. Fica a sugestão.

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