Semana passada
mais uma estudante do Sul do país usou o Twitter para destilar seu ódio e
preconceito contra os nordestinos.
Entre
adjetivos que não valem a pena aqui ser reproduzidos, a jovem, de 18 anos,
escreveu no microblog que o povo dessa região, “que planta cana para comprar
arroz, merece ir para uma câmara de gás”.
Como bem
definiu Fábio de Oliveira Ribeiro, em artigo que pode ser lido aqui, o problema
dos racistas e aspirantes a neonazistas do Sul/Sudeste é que eles não conhecem
História. Defendem a hegemonia ariana, de descendência europeia, de “sangue
azul”, mas não sabem que seus avós eram os nordestinos da Europa. Que emigraram
para o Brasil em busca de oportunidades, já que lá viviam sem perspectivas.
Perambulando
como pobres camponeses, eram considerados excedente populacional, indesejados
pela elite europeia. Portanto, não pertenciam à nobreza.
Quando estes
chegaram ao Brasil, à época do Império, o Sul e o Sudeste eram províncias
desabitadas. Foram povoadas somente após a chegada desses emigrantes fugidos da
Europa.
Ainda
nesse período, a elite brasileira (brancos e escravocratas) era racista e
queria branquear a população a qualquer custo. Nem que fosse importando o lixo
populacional europeu.
Além de responderem
por crime de racismo e xenofobia, responsáveis por tais atos deveriam também
ser obrigados pela Justiça a frequentar aulas de História e a explicar essa parte da
disciplina em trabalhos comunitários. Fica a sugestão.